
Foi exatamente no mesmo lugar que estou, nada estava diferente, a não ser... Eu! Meu coração gritava, minhas pernas balançavam sem parar... E eu não sabia o que era aquilo! Tudo tão diferente do que já senti. Num dado momento olhei o relógio: 01:01h da manhã. Foi quando me deu o estalo; levantei-me, troquei a roupa e olhei-me no espelho. EU VI tudo que havia pra ser visto e que antes não enxerguei. Era eu, somente eu com meus desejos e meus pecados, INTENSA. A fome era inacreditável, pensei estar sonhando e que não era de verdade... Mas não! Tudo era real. Minha alma pedia, implorava. Há tempos eu fugia disso, nunca acreditei que essa fome existisse.
Meu corpo pedia pra saciá-la, mas minha mente sempre esteve no controle de minhas ações, nunca nem cogitei a idéia de não pensar. Sempre pensei muito, até quando todos diziam que eu era impulsiva, ora... Sou mesmo, e muito, mas não é por isso que não penso; uma, duas, três vezes!
Mas dessa vez, os pensamentos eram todos incoerentes, desorganizados, incompreensíveis; a não ser por aquele único que me mandava ir, ir e pronto. Sem saber pra onde, com quem e nem como!
E aquela fome, não era só mais fome, já era uma vontade incontrolável... No espelho eu via cada vez mais A MIM. Sim... Eu me via por completa: INCOMPLETA. Tudo dizia pra eu ir e fazer tudo, ou nada.
Olhei-me mais uma vez, e vi a felicidade longe, mas um longe bem perto. Era só eu querer. E essa minha fome, vontade poderia sim ser saciada... aos poucos. Continuar sendo eu mesma, um pouco mais profunda, um pouco mais romântica!
Aos poucos, sim, pois, ela é interminável: minha intensa vontade de LOUCURA!
Então fui, no ritmo que o coração saltitava... fui a procura da plenitude coerente a toda essa minha loucura. Eu fui viver mais, e me importar menos!
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