quinta-feira, 17 de maio de 2012

Na madrugada, divagações.

Palavras sem sentido, ações sem sentido.
Coisas que você odeia e não consegue mudar, por que?
Porque raios não posso jogar tudo pro alto e sumir desse mundo?
Porque raios não posso viver só de momentos irresponsavelmente bons?
Como a maturidade pode vir de forma tão brusca, que no seu auge, meu único pensamento seja o de voltar no tempo?
Nome: Eu. Função: querer voltar pra uma época onde tudo era mais simples, menos dramático.
Estou cansada até disso, desse drama sem fundamento, dessa depressão insignificativamente significante.
Estou cansada de mim, como estou agora. 
Estou cansada do que eu sinto, estou cansada de sentir esse vazio, esse sentimento de incompleta. 
Estou cansada de levantar, tomar banho, comer, ir trabalhar, comer, trabalhar, estudar, banho, comer, dormir; e de fazer tudo isso sem um mínimo de atenção, consideração, por mim ou por qualquer outro.
Já não durmo direito, não trabalho bem, não estudo mais, sem vontade de nada, com vontade de tudo que não posso.
E perceber que a única satisfação que me é resta é de algo impensado, sem discussão, sem planejamento, a sua marca principal de viver o momento. Felicidade passageira, acredite, estou cansada até de você.
Tenho raiva de não poder dormir as 4 da manhã, por que amanha é dia de branco.
Tenho raiva de não conseguir dormir as 4 da manhã, porque amanha é dia de branco e eu NÃO consigo MAIS dormir tarde e acordar cedo.
Tenho raiva de não poder dormir qualquer horário, e acordar qualquer horário.
Tenho raiva de ter que acordar.
Tenho raiva de ter, de não poder, de não conseguir.
Tenho raiva de mim.
Tenho raiva.