sábado, 27 de dezembro de 2008

Engasgos dos 18 anos


Adoro escrever. Não importa onde, eu adoro escrever. Num caderno, num site, num blog, numa folha de papel, num guardanapo. Escrevo por puro e único prazer, e não espero elogios. Eu nunca espero elogios do que falo, nem do que faço, e muito menos do que escrevo. Eu não quero parecer esperta, já que não sou. Eu quero me expressar do jeito que puder; seja com palavras ou com berros. Admito que sou melhor nos berros, mas admito também que quando quero realmente, sou boa com as palavras. O que eu gosto de verdade quando eu escrevo é que eu não consigo mentir, quando eu escrevo só sai sentimentos. Claro que eles vêem um pouco camuflados, pouco não, muito camuflados. É um jeito de me proteger, de proteger o que sinto. Essa é a melhor parte de escrever: eu digo o que estou sentindo, como e quando, mas a maioria das pessoas não intendem, e as que intendem não vão rir ou julgar, pois elas sentem ou já sentiram o mesmo.
Hoje escrevo por raiva e pena de uma pessoa; a última vez que escrevi eu estava sofrendo, estava confusa; e de outras vezes foi sempre assim. Acho que nunca escrevi quando estava feliz, até porque felicidade é um estado passageiro não é?! Talvez. As vezes esse estado passageiro pode durar muito tempo, anos.
Eu realmente me pergunto porque de vez e outra, quase sempre me pegam pra Jesus e me pregam na cruz, mas sem poder virar Salvador no final. Até hoje, pelo menos que eu lembre ou que eu saiba, nunca fiz mal a ninguem. Por que essa inveja?! Por que essa vontade de semear a discordia ein?!
Mas o que mais me doí, mais me doí profundamente é a falsidade; tenho meus momentos, não sou santa, já fui falsa e sou caso precise, com quem merece. Agora, me diz o que uma bebidinha a mais não faz, é isso que me irrita: ser uma pessoa na frente de todos, moralmente correta, cheia de integridade, mas quando bebe, fala, oh se fala, fala de todo mundo, da vida de todo mundo, inventa estórias, cria personagens.
Como eu disse, sou falsa quando preciso e com quem merece; agora vou expressar toda a maldade, que me fez criar no peito, e toda a dissimulação que me propôs.
Mas tu, tu que és meu amigo, tu que me vê sempre feliz de alto astral, não te preocupas. Eu não vou mudar, não vou mudar nada com você. Só com quem merece, quem merece.
Que confusão eu sou! Preciso apender a organizar minha idéias, ou não?! Não! Eu gosto exatamente assim, uma coisa puxa a outra e você fala o que sente, porque sente, onde sente.
Só queria que aprendessem, o que eu já aprende faz um bom tempo, e que quase ninguem aprendi na vida: Que a roupa que um sujeito usa, não mostra o que ele é de verdade!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Que droga!


Literalmente uma droga!
Droga porque é ruim, mas é bom
Droga porque vicia, mas é aceito
Droga porque não resisto, quero mais!
Mas que droga!

E o pior ainda não veio à tona,
essa droga é tão poderosa que me consome por inteira
e eu quero sempre mais!
Quando descobrirem...

Ahh, quando descobrirem...
vou estar perdida... vão querer que eu me trate...
mas tratamento não há!
vão querer que eu me cuide,
vão querer que eu largue essa droga...

Aliais, a droga que vai me abandonar!
Mas não vai adiantar,
porque logo depois
eu vou encontrar outra droga pra me dopar!

Minha droga, agora, são duas:
Ele Sol e Ele Lua!
Me diz no que vai dar!!
Ahh se descobrirem...
Droga!

sábado, 1 de novembro de 2008

Conversa estranha: Eu, ela, e eu, ele.


Acho que é melhor nao entender...
Por favor nem tente explicar
teimosia que te torna chato
coisa chata que lhe dá o tédio.
Estou cansada dessa conversa,
vê se deixa disso e fala de uma vez.
Já lhe disse que nao gosto de rodeios,
mas com você só dá pra ser assim.
Te perder nem passa pela minha cabeça,
mas se eu te querer demais, você pega e sai.
Te fazer chorar é o único meio,
doí mais em você do que em mim,
mas só assim você voa e volta.
Pode viver do jeito que quiser,
borboleta virou pra ser livre.
Tão livre que tem a escolha,
mas a escolha que eu tenho que influenciar.
Te deixar ir já me doí, imagina se te deixar partir?
me destroí.
Vida simples, viver complicado, amar dissimulado.

sábado, 25 de outubro de 2008



O que obviamente não presta sempre me interessou muito.

(C. Lispector)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Essa minha mania

Essa minha mania de ficar pensando em como seria se fosse diferente.
Essa obsessão de só querer e querer...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Me mostra!


"Tô com saudades de você,
na varanda em noite quente

e o arrepio frio que dá na gente,

Truque do desejo

Guardo na boca,
o gosto de um beijo.

Eu sinto a falta de você,
me sinto só,

E aí
Será que você volta,
tudo a minha volta

É triste."


(Trecho da música 'Palpite')




... queria nao precisar te dizer pra te fazer entender;
as vezes queria só poder te olhar pra voce ja imaginar.
A gente pensa que ainda tem muito pra ver do mundo,
mas é o mundo que ainda tem muito coisa pra ver da gente.
Pensar que não era pra ser assim, não muda nada;
pra mudar alguma coisa você tem que mostrar.
É assim aqui, é assim em qualquer lugar.
E será que te pedir pra me mostrar é um pouco de mais?!


sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Meu Querer....

Queria um dia simplesmente poder esquecer; esquecer as horas, os dias, o tempo;

esquecer o que tenho de fazer, o onde e o por que.

Deitar sob a lua, ver estrelas e sonhar, flutuar no céu azul marinho;

não pensar em mais nada, só viver aquele momento.

Queria esquecer que tenho de acordar cedo amanhã e voltar à rotina dos meus dias.

Esquecer o que tenho de saber e o que sei para sobreviver.

Queria mesmo não saber nada que sei pra poder viver.

O saber é dádiva, o viver é divino.

Cansei de sobreviver, não me venhas com sabedoria.



quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Fraqueza


Não deveria ter acontecido; de forma alguma poderíamos termos nos entregado assim; o que posso dizer agora, além do silêncio: que quero mais?!(nem isso eu consigo) sempre acontece comigo; essa carência quase sem término, que me consome até tal cansaço da vida. Não por sua culpa, por minha mesmo; por esse meu jeito de falar tanto e não dizer nada. Apenas pensar no que podia ter feito, e no querer voltar atrás e fazer dum outro jeito.
×
Mas não adianta muita coisa; eu gosto de correr riscos, e me parece que você não faz o tipo de cara perigoso. Queria ter um jeito melhor de não te contar; seria não sentir, mas como? Que vida a minha cíclica; preciso sair do lugar.
×
Mudam-se as pessoas e os lugares, mas essa droga de enredo que me mata, fica. Vai-te embora, me deixa mudar a minha história...
×
... Mas vê se volta quando eu te pedir.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Seria bom o controle do início, meio e fim...


Cometi um dos piores erros possíveis: apaixonei-me. Não pelo rapaz que se esqueceu de ligar no dia seguinte, e menos ainda pelo melhor amigo que cuida de mim a anos.
Apaixonei-me pelo que sinto antes e durante, apaixonei-me pelo controle que sei que tenho. Sei como posso e quando posso, e apaixonei-me pelo poder do fazer acontecer.
Mas não me basta... Ainda não aprendi a usar e ele acaba escapando de minhas mãos. É algo tão intenso naquela hora, que mesmo com controle ele acaba me usando e abusando como quer. E depois vai... como quem bate a areia dos pés depois de uma longa caminhada na beira mar. E isso ainda não aprendi a controlar...